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Por que as pessoas trans marcham?

Marcha Transmasculina

O mês da visibilidade trans, travesti e não binária recoloca o 29 de janeiro no centro do debate público brasileiro. A data, fruto da luta histórica do movimento trans, carrega tanto a memória das resistências quanto a exposição das violências que seguem marcando nossa população. É a partir desse percurso que se constrói a Marsha Trans Brasil, mobilização nacional que articula denúncia, memória e disputa por direitos no coração do poder político desde 2024.

A primeira grande marcha nacional pela visibilidade trans no Congresso Nacional ocorreu em 29 de janeiro de 2004, em Brasília (DF), durante o lançamento da campanha “Travesti e Respeito”, do Ministério da Saúde. A caminhada até o Congresso marcou o início de uma agenda organizada de enfrentamento à transfobia em âmbito nacional, levando ao espaço institucional pautas até então sistematicamente ignoradas. Nos anos 2000, travestis e pessoas trans eram majoritariamente tratadas pelo Estado a partir da criminalização ou da patologização, sem reconhecimento de identidade de gênero, cidadania ou direitos fundamentais.

O período era marcado por um cenário de violência extrema e exclusão social. A ausência de dados oficiais e a alta subnotificação encobriam a real dimensão das agressões e assassinatos, enquanto crimes motivados por transfobia raramente eram investigados. Para muitas travestis e mulheres trans, a prostituição se impunha como única alternativa de sobrevivência diante da exclusão do mercado formal de trabalho. É nesse contexto que a Marsha — grafada com “S”, em homenagem à Marsha P. Johnson — se afirma como um ato político de denúncia pública e resistência coletiva contra o assassinato e o apagamento de pessoas trans.

Ao longo desse processo, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) passa a desempenhar um papel central na produção de memória e no enfrentamento à violência. Por meio da produção de dossiês, a organização consolida o monitoramento sistemático das mortes e violências contra travestis e pessoas trans no Brasil, evidenciando um padrão estrutural que mantém o país entre os que mais matam essa população no mundo. A partir de 2024, a ANTRA amplia sua atuação como referência nacional ao articular dados, comunicação, mobilização pública e incidência institucional, fortalecendo a disputa por políticas públicas e pela responsabilização do Estado.

É nesse percurso que se insere a III Marsha Trans Brasil, marcada para o próximo dia 25 de janeiro, em Brasília. Ao ocupar o espaço público e institucional, a marcha reafirma a população trans como sujeito político e reivindica não apenas reconhecimento simbólico, mas o direito à vida, à cidadania e às políticas públicas.

A edição de 2026 ocorre em um ano eleitoral marcado por forte polarização política, avanço de forças da extrema direita e intensificação de campanhas de desinformação e discursos antitrans. Levantamentos utilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que pessoas LGBTQIA+, especialmente candidaturas trans, estão entre os principais alvos de ataques coordenados, discursos de ódio e notícias falsas durante os processos eleitorais. 

Com o avanço de tecnologias como deepfakes e ferramentas de inteligência artificial generativa, esse cenário tende a se agravar, ampliando a violência política e restringindo a participação democrática. Nesse contexto, a Marsha Trans Brasil se consolida como uma resposta coletiva frente às tentativas de silenciamento e instrumentalização das identidades trans.

A importância da Marcha

A presidenta da ANTRA, Bruna Benevides, destaca que a primeira Marsha Trans Nacional organizada em Brasília ocorreu em um momento de consolidação democrática, mas também de recrudescimento da pauta antitrans no país. Segundo ela, a mobilização se tornou estrategicamente necessária diante da proliferação de projetos de lei que atacam diretamente os direitos da população trans.

“Quando o Lula é eleito, em 2023, também explode a quantidade de projetos de lei antitrans apresentados na Câmara Federal, nas assembleias legislativas e nas câmaras municipais. Isso acendeu um alerta. Precisávamos reforçar nossas trincheiras de luta. A marcha surge nesse ponto como um espaço de resistência, mas também de denúncia”, afirma.

Bruna Benevídes na 6ª Marcha Trans da Bahia

Benevides também chama atenção para os riscos colocados pelo calendário eleitoral. “Há um risco real de, em 2026, durante o período da visibilidade, não haver entregas concretas do Governo Federal para a comunidade trans. Isso é assustador, porque também funciona como um termômetro de como esse campo político tem lidado — e seguirá lidando — com a nossa pauta”, destaca.

Desde a primeira Marsha Nacional realizada em 2024 — vinte anos após a primeira ida organizada de pessoas trans ao Congresso Nacional —, a mobilização revela uma trajetória marcada por avanços importantes e obstáculos persistentes. Marchas espalhadas por todo o país contribuíram para consolidar o movimento trans como sujeito político nacional, ampliar sua presença em espaços institucionais e impulsionar debates sobre nome social, saúde, educação e políticas de proteção, além de fortalecer redes de articulação em diferentes regiões do país.

A ativista e fundadora do Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros (FONATRANS), Jovanna Cardoso, conhecida como Jovanna Baby, reforça a importância de compreender a visibilidade trans como resultado de um processo histórico de organização coletiva.

“Eu prefiro falar do Dia da Visibilidade Trans desde sua criação, em 2004, até hoje. Ao longo desse período, tivemos conquistas importantes, ainda que muitas não estejam garantidas em lei e possam ser revertidas. Mesmo assim, fizeram uma diferença gigantesca em nossas vidas”, afirma. Jovanna também cita avanços como políticas de saúde voltadas à população trans, cotas universitárias e a decisão do STF que permite a retificação de nome e gênero diretamente em cartório, sem necessidade de judicialização.

Entre conquistas parciais e direitos ainda negados, a história das marchas trans no Brasil é, sobretudo, a história de um movimento que insiste em existir, ocupar e transformar.

Marsha Trans Brasil 2026

A Marsha Trans Brasil 2026 será realizada entre os dias 24 e 27 de janeiro, em Brasília (DF), reunindo atos públicos, fóruns, reuniões institucionais e atividades culturais no marco do Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro.

A programação envolve organizações do movimento trans, parlamentares, organismos internacionais e representantes do Executivo federal, com atividades distribuídas em diferentes pontos da capital federal.

Programação

Sábado (24)

9h às 17h – Jornada IBRAT 2026

Debates e articulações da agenda do Instituto Brasileiro de Transmasculinidades.

15h às 17h – Bailinho Trans

Atividade voltada a jovens e crianças trans e suas famílias.

17h – Reunião da Marsha

Coordenação e organização do ato nacional.

Domingo (25)

13h às 22h – Marsha Trans Brasil – 3ª edição

Ato público em frente ao Congresso Nacional, reunindo ativistas de diversas regiões do país em defesa da vida, da dignidade e dos direitos da população trans.

Segunda-feira (26)

9h – I Fórum Nacional das Marchas Trans

Local: Câmara dos Deputados.

10h às 12h – II Fórum Nacional de Transmasculinidades Negras e Periféricas

Local: Câmara dos Deputados.

13h30 – Ativismos e famílias em defesa da juventude

Atividade com lançamento de pesquisa do MCT.

16h – Reunião com a ONU Mulheres

Local: Casa da ONU.

17h às 18h – Visibilidade Trans Nacional

Agenda no âmbito do Executivo federal e do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).

18h – Lançamento do Dossiê ANTRA 2026 e do guia Todas as Mulheres.

Terça-feira (27)

9h – Seminário sobre Educação

Promoção: OAB Diversidade.

Local: Sede da OAB-DF.

13h – Retorno das delegações às cidades de origem.

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