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Muito corre, pouco acué

Muito corre, pouco acué. O fim e o começo do ano costumam mexer com o bolso de muita gente. Entre festas, viagens e presentes, os gastos aumentam e, para dar conta das despesas, muitas pessoas recorrem ao cartão de crédito ou acabam assumindo novas dívidas. Quando janeiro chega, a rotina financeira volta com força total: aluguel, contas básicas, impostos e compromissos que não entram em pausa. Nesse cenário, reorganizar as finanças se torna uma necessidade urgente — mas nem sempre simples.

O fim e o começo do ano costumam mexer com o bolso de muita gente. Entre festas, viagens e presentes, os gastos aumentam e, para dar conta das despesas, muitas pessoas recorrem ao cartão de crédito ou acabam assumindo novas dívidas. Quando janeiro chega, a rotina financeira volta com força total: aluguel, contas básicas, impostos e compromissos que não entram em pausa. Nesse cenário, reorganizar as finanças se torna uma necessidade urgente — mas nem sempre simples.

Cuidar das finanças não precisa ser um desafio para pessoas trans, embora a realidade econômica dessa população apresenta obstáculos específicos. Além das dificuldades comuns enfrentadas pela maioria da população brasileira, pesam desigualdades estruturais como menor acesso ao mercado formal de trabalho, renda mais instável e barreiras no acesso a serviços financeiros. Esse conjunto de fatores faz com que o impacto do início do ano seja, muitas vezes, mais intenso, ampliando a sensação de insegurança financeira e a dificuldade de construir estabilidade ao longo do tempo.

Entendendo o contexto que vulnerabiliza pessoas trans

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indicam que apenas cerca de 25% das pessoas trans no Brasil estão inseridas no mercado formal de trabalho, índice inferior ao da população geral. Entre os recortes, homens trans apresentam participação mais próxima da média nacional, enquanto mulheres trans enfrentam índices ainda mais baixos de inserção profissional. No âmbito racial, em média, pessoas trans pretas e pardas recebem apenas 80% da renda de uma pessoa trans branca, além de ganharem 26,6% a menos do que pessoas pretas na população geral.

A exclusão educacional, a discriminação em processos seletivos e as dificuldades de permanência no emprego contribuem para que muitas pessoas trans estejam concentradas em ocupações informais ou com menor estabilidade financeira. Esse cenário impacta diretamente o planejamento econômico de médio e longo prazo, reduzindo o acesso a direitos trabalhistas, crédito e construção de patrimônio.

A Transmídia em Parceria com a Gênero e Número abordou esse cenário em reportagem sobre empregabilidade formal da população trans, no Brasil, reunindo dados da pesquisa e análises sobre os desafios de inserção profissional e suas consequências.

Ao mesmo tempo, o endividamento é uma realidade que atravessa toda a população brasileira. Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta que 79,5% das famílias brasileiras possuem algum tipo de dívida, sendo o cartão de crédito a principal modalidade de endividamento. Esse cenário tende a afetar com maior intensidade grupos com renda mais baixa e vínculos trabalhistas instáveis, contexto no qual muitas pessoas trans estão inseridas.

Além dos entraves sociais e econômicos, pessoas trans podem enfrentar despesas específicas relacionadas ao processo de afirmação de gênero, como retificação de nome e gênero em documentos, tratamentos hormonais e procedimentos de saúde. Inconsistências documentais, preconceito institucional e histórico de renda irregular também podem dificultar a abertura de contas, a concessão de crédito, o financiamento imobiliário e o acesso a seguros, limitando a construção de patrimônio.

Outro fator que impacta diretamente a estabilidade financeira é o rompimento familiar, realidade vivida por muitas pessoas trans. A necessidade de garantir moradia e sustento desde cedo reduz a possibilidade de poupança e aumenta a vulnerabilidade em momentos de crise econômica.

Exclusão também gera impactos econômicos para países

A desigualdade econômica vivida pela população LGBTQIA+ não é apenas uma questão social, mas também um tema debatido internacionalmente sob a perspectiva do desenvolvimento econômico. Um estudo conduzido pelo Banco Mundial busca estimar os custos financeiros da exclusão baseada em orientação sexual e identidade de gênero no Brasil.

A pesquisa parte de evidências já identificadas em outros países. Na Índia, por exemplo, levantamento do próprio Banco Mundial estimou que a exclusão de pessoas LGBTQIA+ pode gerar perdas equivalentes a até 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. No Brasil, o estudo em andamento pretende mapear impactos no mercado de trabalho, renda e oportunidades econômicas, com resultados previstos para 2026. A expectativa é que os dados contribuam para a formulação de políticas públicas voltadas à inclusão social e econômica.

Consciência financeira como ferramenta de proteção

A CEO da Negrana Finanças, Mônica Costa, destaca que a escassez financeira vivida por pessoas negras e pela população trans está relacionada a processos históricos de marginalização social, que criam uma sensação simbólica de pertencimento, mas não se traduzem em acesso real a oportunidades econômicas.

Segundo ela, a educação financeira precisa estar ligada à consciência sobre prioridades e necessidades reais. Isso significa compreender como a desigualdade estrutural impacta a renda e, a partir desse entendimento, construir estratégias para proteger o dinheiro que chega.

“A educação financeira precisa partir desse lugar de clareza sobre as estruturas que nos pagam menos. A partir disso, é possível pensar em formas de gastar com consciência, preservar o essencial e buscar alternativas criativas para garantir qualidade de vida”, afirma Costa.

A pesquisadora e doutora em Ciências Contábeis Juh Círico também defende que o planejamento financeiro pode ser um processo emancipatório, construído em etapas e com ações desde o presente. Entre as possibilidades, ela sugere reservar uma porcentagem da renda para previdência privada ou moedas sociais em bancos comunitários, além de fortalecer redes de apoio e suporte mútuo.

Explicando melhor: A previdência privada e as moedas sociais representam caminhos diferentes para enfrentar desafios financeiros. 

A previdência privada está relacionada ao planejamento individual de longo prazo, funcionando como uma alternativa para construir uma reserva e complementar a renda no futuro. Já as moedas sociais, geralmente organizadas por bancos comunitários, surgem como estratégias coletivas que fortalecem economias locais, estimulam o consumo dentro dos próprios territórios e ampliam o acesso a serviços financeiros em contextos marcados pela exclusão bancária. 

Muito corre, pouco acué. O fim e o começo do ano costumam mexer com o bolso de muita gente. Entre festas, viagens e presentes, os gastos aumentam e, para dar conta das despesas, muitas pessoas recorrem ao cartão de crédito ou acabam assumindo novas dívidas. Quando janeiro chega, a rotina financeira volta com força total: aluguel, contas básicas, impostos e compromissos que não entram em pausa. Nesse cenário, reorganizar as finanças se torna uma necessidade urgente — mas nem sempre simples.
Dicas para quem está no corre e quer organizar as finanças

A pesquisadora Juh Círico reúne algumas orientações práticas para pessoas que estão iniciando a organização financeira:

  • Mapeie sua realidade financeira sem culpa

Liste todos os ganhos e gastos do mês, identificando despesas fixas e variáveis. Aplicativos bancários e bancos digitais podem ajudar nesse acompanhamento.

  • Reavalie gastos variáveis

Analise assinaturas, alimentação fora de casa e compras por impulso para identificar o que pode ser reduzido sem comprometer o bem-estar.

  • Construa uma reserva de emergência

Desenvolver o hábito de poupar, mesmo que com valores pequenos, ajuda a lidar com imprevistos e reduz a dependência de crédito.

  • Crie micro-rotinas financeiras

Registrar entradas e saídas diariamente, seja em caderno ou aplicativo, facilita a visualização do orçamento e permite direcionar pequenas sobras para poupança.

Organizar as finanças é um processo gradual e precisa respeitar a realidade de cada pessoa. Mais do que alcançar grandes investimentos, o primeiro passo é construir estabilidade no presente e ampliar possibilidades de escolha no futuro.

Projetos e iniciativas que podem te apoiar na organização financeira

A Negrana Finanças desenvolve conteúdos e formações sobre educação financeira com foco em pessoas negras e populações historicamente marginalizadas, estimulando autonomia econômica e planejamento financeiro.

Transcidadania (SP): Programa focado em dar autonomia, qualificação profissional e inclusão produtiva para travestis e pessoas trans.

A Nat Finanças é uma educadora financeira brasileira que produz conteúdos voltados principalmente para organização do dinheiro, consumo consciente e educação financeira acessível para pessoas de baixa renda e periferias. O trabalho dela busca simplificar o tema das finanças e aproximar esse conhecimento de públicos que historicamente tiveram menos acesso a esse tipo de informação.
A Nathalia Arcuri (Me Poupe!) É jornalista e fundadora do canal e plataforma Me Poupe!, uma das maiores iniciativas de educação financeira do país. Ela produz conteúdos sobre investimentos, planejamento financeiro, organização de dívidas e construção de patrimônio, com linguagem didática e foco em ajudar pessoas a desenvolverem autonomia financeira.

Leia também: Explicando economia para pessoas trans

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